quarta-feira, 23 de julho de 2014

A Culpa é das Estrelas


Titulo: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Paginas: 288
Editora: Intrinseca
Ano: 2012
Idioma: Português

Esse post contem spoilers, então se você ainda não leu o livro ou viu o filme eu recomendo que os façam primeiro e depois volte aqui.
Eu sei que estou bem atrasada para pegar esse trem, mas eu quero compartilhar minha experiência com este livro. Bom, quando eu ouvi falar desse livro pela primeira vez eu não me interessei nem um pouco, nada no titulo ou na capa me atraiu e quando eu vi que se tratava de um livro que a personagem principal tem câncer piorou tudo para mim, por que eu leria um livro totalmente deprimente que só me faria chorar? Eu não poderia estar mais errada, não me entenda mal, eu chorei e muito, mas o livro não é nem um pouco deprimente, mesmo que a Hazel, a personagem principal, fale na primeira frase que a mãe dela acha que ela tem depressão, muito pelo contrario. John Green trata de um assunto serio como o câncer com um humor sarcástico que cativa o leitor da primeira pagina até a última.
O Preço do Alvorecer

O livro é narrado em primeira pessoa, tendo como narradora a Hazel. Ela é forçada a ir a esse encontro de jovens com até 18 anos sobreviventes de câncer onde ela conhece o Augustus, eles se dão bem imediatamente, tanto que eles trocam livros, Hazel recomenda o seu livro favorito “Uma Aflição Imperial” e Gus em troca recomenda um livro baseado em seu jogo de videogame favorito “O Preço do Alvorecer”.



Uma Aflição Imperial
Uma coisa que eu adorei no livro foi ver a relação da Hazel com o livro “Uma Aflição Imperial”, perceber que o sentimento que eu tenho em relação ao meu livro favorito é o sentimento que ela tem, como ficar citando partes do livro sempre que a oportunidade surge.

A amizade dos dois de fortalece quando Gus revela que ele gostou do livro e os dois começam a compartilhar ideias do que pode ter acontecido com os personagens depois que o livro acaba o que leva Augustus a encontrar o email da assistente do autor do livro e mandar um email falando o quanto ele gostou do livro, Hazel também manda um email para Peter, o autor, perguntando o que acontece depois que Anna morre. Peter responde que ele não responderia por email e os convida a passar em sua casa se algum dia ela for a Holanda. Hazel, como qualquer fangirl que recebeu um convite para visitar seu ídolo, insiste em ir. O que depois de algumas complicações acontece, Augustus, Hazel e a mãe dela vão para Amsterdã, onde Gus e Hazel conhecem Peter Van Houten.

O encontro não poderia ter sido pior, Peter é alcoólatra e super rude. Ele não dá nenhuma resposta para as perguntas de Hazel, quer dizer, ele fala o que acontece com o hamster de Anna, além de passar dos limites nos insultos e fazer pouco caso de seus fãs. Mas a viagem não foi totalmente perdida, Gus e Hazel finalmente ficam juntos e perdem a virgindade. E é quando uma das frases mais bonitas do livro é dita.


É a partir do memento que eles voltam de viagem que tudo desmorona, Gus esta com câncer terminal e não terá muito tempo. Uma das melhores partes do livro, na minha opinião, e onde eu mais chorei foi o pré-enterro de Gus. John Green foi genial o suficiente para me fazer rir enquanto chorava e depois chorar ainda mais depois que virei a pagina para o próximo capitulo e li a primeira frase.

O livro só não me surpreendeu mais com a morte do Gus porque eu tenho um Tumblr, e ninguém parava de falar (e ainda falam) desse livro, então não tive como me esquivar de spoilers, e nem estava tentando, como falei antes eu não estava nem um pouco interessada no livro, até ver o trailer do filme. Eu pedi o livro de presente de aniversario para uma amiga e não parei de ler até terminar para ver o filme ainda no cinema. Eu realmente achei que não fosse chorar com o final do livro, pois já sabia o final, mas de novo John Green me surpreendeu.

Para resumir tudo, se alguém estiver na mesma situação que eu estava, pare tudo e vá ler o livro, por que mesmo chorando no final vale muito à pena. 5 estrelas para A Culpa é das Estrelas.




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